domingo, 29 de julho de 2012

Dia 7 - Tóquio

Saí do hotel por volta de 09:30 rumo a Shibuya. Como já tínhamos ido na sexta à noite, eu sabia que a tarifa de metro para lá é um pouco mais cara, 190 ienes. Da outra vez que fomos, como não sabíamos, tivemos que pagar o ajuste de tarifa numa maquininha destinada para isso, que fica próxima às catracas de saída. Mas é bem tranquilo, sem nenhum tipo de constrangimento, até porque somos turistas. Inclusive os guias falam que, na dúvida, é melhor pagar a menor tarifa e fazer o ajuste posterior, caso haja necessidade.

Fiquei caminhando por Shibuya durante algumas horas. A área estava bem mais tranquila do que na sexta à noite. Depois fui caminhando para o Santuário Meiji-Jingu. No caminho passei pelo NHK Broadcasting Centre, pelo Yoyogi National Stadium e por uma feirinha de comida e objetos de vários países que estava acontecendo nessa área.  Segui a caminhada em direção ao santuário e passei pelo parque Yoyogi, o maior de Tóquio.

A caminhada até chegar no prédio principal do santuário é bem longa, mas muito agradável, porque o caminho é todo arborizado. Há uma exposição falando um pouco sobre o Imperador Meiji e sobre a fundação do santuário. Ele foi criado em 1920 como símbolo do poder imperial e da superioridade japonesa. Foi reconstruído em 1958 depois de ser destruído durante a Segunda Guerra.    

Ao lado do prédio principal, há um prédio secundário onde são realizados os casamentos xintoístas. Havia um casal com um bebê, acredito que se tratava de um tipo de batizado.

Segui caminhando e fui para a parte do jardim Meiji-Jingu onde há um lago, casa de chá, campo de iris, etc. Para entrar nessa parte tive que pagar 500 ienes. Uma senhora me abordou perguntando em inglês se eu estava ali  para a cerimônia do chá. Eu disse que não. Mais adiante a encontrei novamente e ela perguntou se eu queria participar. Resolvi ir.

Na entrada, tive que tirar os sapatos e vestir meias. Depois me cobraram 800 ienes (óbvio que não seria de graça). Em seguida, os organizadores passam um videozinho para explicar a cerimônia e uma moça vestida de kimono complementa a explicação. A cerimônia do chá existe para criar uma ligação entre as pessoas que dela participam. Tradicionalmente a tigela de chá e passada e bebida entre os participantes, mas os organizadores deixam bem claro que nessa cerimônia será uma tigela por pessoa. Ufa...


Em seguida vem um moço com uma roupa tradicional para abrir o salão onde será realizada a cerimônia. Ele se ajoelha em frente à porta, faz uma reverência e abre. Nós entramos e sentamos. Não aguentei ficar muito tempo sentada na posição tradicional (sobre os joelhos), porque meus pés já estavam em ponto de gangrena.


Entra outra moça de kimono para começar a preparação do chá. Enquanto isso, outras moças vêm para nos entregar uns doces. Deve-se comer esse doce para limpar o paladar antes do chá.


Nesse meio tempo a chefona do chá ficou lá conversando conosco e explicando algumas coisas do ritual. Ela perguntou de onde éramos. Havia uns 4 australianos, um tailandês, uma coreana, uma americana e eu. O detalhe é que logo na entrada disseram que poderíamos tirar fotos, desde que a máquina não fizesse barulho. Nada feito. Foi uma verdadeira sinfonia de máquinas fotográficas.


O chá ficou pronto. Entram novamente as moças, uma de cada vez, para entregar a tigela de chá. A gente recebe, agradece à moça com uma reverência, coloca ao lado, como se fosse entregar ao vizinho e diz "Osaki ni", que significa algo como "vou antes de você(?)". Depois coloca a tigela na mão, gira dua vezes em sentido horário e bebe três vezes. No terceiro gole, tem que fazer barulho para demonstrar apreciação e respeito.


Apesar de ser uma cerimônia para turista eu achei bem interessante. Deu pra ter ideia do ritual.


Depois que saí da cerimônia fiquei caminhando pelo jardim.


Almocei, apesar de ser mais de 16hs, e fui em direção à saída. Em frente ao primeiro torii que dá acesso ao jardim do santuário, estava acontecendo umas apresentações culturais.


Depois fui caminhando pela Omotesando, a chamada "Champs-Élysées de Tóquio". A avenida estava lotadíssima e é cheia de lojas famosas. Na Omotesando entrei numa estação e voltei pro hotel.


Pelas minhas andanças por aqui percebi que as mulheres daqui são muito vaidosas e obcecadas por dieta. Vi várias mulheres magérrimas, parecendo doentes mesmo! As pessoas aqui também adoram as marcas famosas. Não é à toa que vi várias lojas da mesma marca espalhadas pela cidade. Outra coisa que me chamou a atenção é o fato de que os celulares japoneses que tanto despertam a curiosidade ocidental estão sendo substituídos pelo IPhone. Quase todo mundo aqui tem IPhone.


Vou ficando por aqui. Até amanhã!


 Fumódromo verde

Shibuya num domingo de manhã 


 NHK Broadcasting Centre

Adolescentes japonesas em frente a NHK esperando alguma celebridade  

Estádio Nacional. 
Esse prédio estranho é o Ginásio Metropolitano de Tóquio no formato de um capacete de Samurai 


É dia de feira 


 Música nepalesa


 Parque Yoyogi

Primeiro torii do Santuário Meiji-Jingu 



 Segundo torii que tem 12 metros de altura





 Local onde são celebrados os casamentos

 Cerimônia do chá


Moça explicando o ritual. Ela se atrapalhou toda no inglês  

Abertura da sala 


Doce. 5 arcos em homenagem aos jogos olímpicos 

 Preparação




 A chefona do chá



 Utensílios 



 Casa de chá

 Casa de chá




 Almoço
Noodles com Tempura

Apresentação cultural 


 Omotesando









   

5 comentários:

dssilva disse...

Você tá num "Lost in Translation" total hein?! Fred, cuidado com os Bills Murray! kkk

Elza disse...

Entre o suspense e as risadas, quando leio as suas postagens fico com a segunda opção é muito bom estar acompanhando sua viagem.Deus vos abençoe. mamãe

Wesley Teixeira disse...

Massa a cerimônia do chá! Coisa de filme :o)

Maurício Vivas disse...

O chá é bom??

Victor Menezes disse...

Caramba! Tudo tão perfeito, fico muito feliz por vocês!

Curtam bastante!!